Irmãs de São José,

Concordia, Kansas, USA

Espiritualidade

Março de 2002 - Por Emanuela O’Malley, CSJ

Maio de 2002 - Por Mary Jo Fraser, CSJ

Julho de 2002 - Por Mary Fran Simons, CSJ

Setembro de 2002 - Por Christine Doman, CSJ

Novembro de 2002 - Por Ann Smith, CSJ

Janeiro de 2003 - Por Beth Stover, CSJ

A Presença de Deus em Este Nossa Dia


Por Emanuela O’Malley, CSJ
(Março de 2002)


Javé, o seu Deus, O valente libertador, está contente e alegre e renova o seu amor por você. (Sofonias 3:17)

Quando nosso grupo de postulantes entrou em 1932, uma das primeiras diretrizes nos dado tocava nossa maneira de cumprimentar uma a outra: Nossos “Bom Dias” tornavam-se “Louvado seja Jesus,” com a resposta, “Amem” daquela cumprimentada. Novamente, quando o relógio bateu a hora, foi o costume de ouvir as palavras ecoar na sala: “Por favor, Irmãs, deixamo-nos lembrar a Presença de Deus,” e todas responderam: “Adoramos sua Divina Majestade.” Estas prácticas simples foram intencionadas para nos ajudar entrar mais plenamente na atitude orante que esperançosamente seria fiado no tecido de nossas vidas.

Enquanto tal maneira de cumprimentar foi nova para algumas de nós, outras de infância tinham conhecido estes costumes significantes. Como filhas de imigrantes europeus, elas tinham ouvido palavras semelhantes faladas na língua natal de seus pais: “Gelobt sei Jesus Christus,” com a resposta, “In alle evigakeit, Amen.” (Louvado seja Jesus Cristo; Agora e para sempre, Amem). Os avos e pais destas jovens que tornavam-se Irmãs de São José de Concórdia, Kansas, cedo no século passado tinham experimentdo a tristeza de deixar uma terra e povo que amavam, e as lutas dolorosas envolvidas em responder daquilo que um novo país pediu deles. Apesar de tudo, eles mantinham uma fé e confiança na verdade que Deus estava com eles, os apoiando com uma presença divina e amorosa. Foi em reconhecimento grato disto que eles expressaram seus cumprimentos uns para os outros.

Hoje estes costumes podem não ser prevalentes como nos anos passados, contudo os dons do Espírito ainda estão conosco para lembrar-nos que um Deus amoroso e misericordioso está em todo lugar, e com cada pessoa em alguma maneira. Relembrar disto pode ser difícil especialmente para nós que vivemos em áreas mais afluente de nossa planeta. Em nossa preocupação com a riqueza comparativa de nossa existência, possamos não ouvir, ou deixamos de responder ao convite divino: “Fique quieto e saiba que Eu sou seu Deus.” Pode ser que somente em tempos quando o ritmo de nossos dias e noites esteja mais lento, ou perturbado pelo sofrimento da mente ou corpo, que encontramo-nos diretamente procurando o espiritual. Um exemplo foi o ataque terroristico e as situações que novamente nos trazem um reconhecimento mais profundo e uma dependência das palavras de Jesus, “Procure e Me encontrará.”

Há, com certeza outras razões para tornar-se consciente da Presença de Deus. A procura constante de cientistas nas maravilhas naturais do mundo tem contribuído ao reconhecimento e apreciação humana daquele que criou e sustenta tudo. Contudo, para aquelas que professam a Cristandade, o objeto de nossa procura provavelmente vai ser encontrado nas palavras vivas da Escritura, tanto no Antigo Testamento como no Novo. Teólogos, através dos séculos até o dia presente, em seus discernimento do espiritual nestes recursos, têm providenciado meios para melhor entender as verdades reveladas a respeito do relacionamento de Deus conosco e com toda a criação.

Com respeito disto, parece justo mencionar aqui a declaração feita este ano pela Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos sobre a presença real do Cristo no Santissimo Sacramento da Eucaristia. O acabamento e distribuição deste documento bem antes dos ataques terroristicos do dia 11 de setembro, dá causa para considerar sua existência e disponibilidade de ser não somente providencial mas também profética.

A declaração começa com a história da instituição deste sacramento na última ceia, na noite ante que Cristo morreu, como encontrado nos Evangelhos de Mateus, 26:26-29, Marcos, 14:22-24, Lucas, 22:17-20 e a primeira carta de São Paulo aos Coríntios, 11:23-25. Esta lista de citações providenciadas pela Conferência dos Bispos dos EEUU conclui com as palavras de Jesus como citadas no Evangelho de São João: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre. E o pão que eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha a vida...Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida” (Jo 6:51-55). Este documento continua com a declaração da crença realizada destes recursos das escrituras: “O Cristo inteiro está verdadeiramente presente, corpo, sangue, alma e divindade, sob a aparência do pão e do vinho do Cristo glorificado que ressuscitou da morte depois de ter morrido para nossos pecados. Isto é que a Igreja quer dizer quando ela fala da ‘Presença Real’ do Cristo na Eucaristia.”

“Este presença Eucarística de Cristo”, o documento diz,” é chamada ‘real’ não para excluir outros tipos de sua presença como se fossem não reais. O Cristo ressuscitado está presente à sua igreja em muitas maneiras, mas especialmente através do sacramento de seu Corpo e Sangue...um mistério inesgotável da igreja que nunca pode ser completamente explicado em palavras.”

Portanto, aquelas pessoas responsáveis para escrever este documento sobre a presença real de Cristo no Santissimo Sacramento seguem a declaração sobre o “mistério inesgotável” com uma lembrança que “o plano completo de Deus para nós esta dirigido a nossa participação iniciada com o Batismo, na vida do Deus Trino que tem o poder para fazer mais do que podemos imaginar. “Por causa desta vida sagrada com Deus até aqui na terra,” o documento diz, “nós vimos que Deus não simplesmente nos manda coisas boas do alto; mas, nos leva para a vida interior de Deus. Assim, na celebração da Eucaristia, (que quer dizer ação de graças) nós damos louvar e glória a Deus para este dom sublime.”

Em vista destas verdades espirituais com afetam nossas vidas, outras manifestações da presença sobrenatural de Deus tornam-se meios de aumentar a consciência e abertura de nossas respostas ao convite divino de que a Presença Verdadeira de Cristo no Santissimo Sacramento nos chama. Como a declaração dos Bispos explica: “Deus usa o simbolismo inerente no comer do pão, e no beber do vinho no nível natural para iluminar o significado daquilo que está sendo realizado na ceia Eucarística—a união daquelas que partilham o Corpo sacramental de Cristo.” As palavras de São Paulo na primeira carta aos Coríntios (10:7), sobre um pão que está partilhado com tantas pessoas durante a ceia eucarística torna-se uma das várias indicações simbólicas da unidade real e espiritual daquelas pessoas que têm sido chamadas juntas pelo Espírito Santo como um corpo, o Corpo de Cristo, para partilhar a ceia que as leva à comunhão não somente um com o outro/a, mas com o Pai, Filho e Espírito Santo.

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Encontrando Deus em Tudo: Teólogia para Todo Dia

por Mary Jo Fraser, CSJ


ALEGRAR-SE NO COMUM

É simplesmente minha idade, ou é a idade em que vivemos? Recentemente tenho sentido cercado de tantos santo-e-senhas, números pessoais de identificação e códigos que devo me lembrar simplesmente para viver o dia. Existe um para o banco, um outro para o computador, um diferente para ligações distantes no telefone. Como podemos lembrar todas estas exigências? Há limites naquilo que a mente pode seguramente reter. Felizmente, nosso Deus que sabe de tudo anticipou este desafio à memória e enviou o Espirito Santo para nos relembrar de tudo que Jesus disse e ensinou. Nós temos o dom de um companheiro sempre presente, o Espírito de Deus que nos ajudará e guiará nos caminhos tortuosos e confusos da vida. No meio desta confusão toda, é possível encontrar caminhos simples para Deus. Entre eles, destacam três: Alegrar-se no Comum, Ser Disponível, e Experimentar o Deus.

Cada um de nós é chamado Alegrar-se no Comum. Somos chamados a colocar ao lado nossos distrações e procupações e escutar cuidadosamente à Palávra de Deus. Desta maneira, escolhemos os caminhos que nos levam mais perto de Cristo. Somos profetas quando visitamos os idosos em nossa rua que não deixam a casa, quando levamos um prato de comida para a família que ganhou um nenê, quando escutamos ao alguém que está magoado. Existe uma responsabilidade extraordinária que acompanha o dom de ser comum. Cada dia devemos fazer escolhas e decisões.

O comum pode ser extraordinário também. Não somos somente profetas mas somos companheiros em missão. Estamos trilhando a mesma jornada de fé. Encontramos a força no apoio de nossos companheiros. Deus chama todos para trabalhar no vinhal, para levar a paz e a cura aonde formos diáriamente. Deus nos dá uns aos outros para que juntos possamos fazer coisas comuns e extraordinárias para ajudar uns aos outros.

Já foi hesitante para pedir ajuda ou contar alguém o que precisava? Pode ser difícil. Significa que reconhecemos nossas limitações, nossa normalidade. Significa expor nossa fragilidade. As vezes, tememos a rejeição quando expressamos nossas necessidades aos outros. Porém, temos a promessa de Deus que, quando pedimos, nossas necessidades serão ouvidas. Não seremos rejeitados. Jesus nos diz para confiar que o Espírito Santo será dado a quem pede a ajuda de Deus. Cada um que pede, receberá. Quem procure, encontrará, e aqueles que batem, a porta abrirá. Frequentemente, temos medo que nossas orações não vão ser ouvidos ou serão respondidos em maneiras que não esperavamos. Vamo-nos dar graças para o dom do Espírito Santo e rezar para a coragem de expressar nossas necessidades e ser disponíveis para aceitar as respostas às nossas orações. O desafio é ser mais cônscio de nossas necessidades e pedir ajuda sem ter medo. Até podemos rezar para poder pedir com ousadia.

Assim, aprendemos a alegrar-nos no comum. Reconhecemos nossos papeis de ser ambos profetas e companheiros. Quando podemos fazer isto, trataremo-nos com mais bondade, sorriremos mais, brincaremos mais, respiraremos mais profundamente, repousaremos mais seguramente e pegaremos nossas mágoas de uma maneira mais folgada.


Uma outra maneira para encontrar Deus é através o Dom da Presença que levamos para o outro. Precisamos de compaixão para com os outros para realizar o amor que está dentro de nós. Ainda, não sempre é fácil estar com os outros mas precisamos de fazer uma balança entre o tempo que necessitamos para o silêncio e reflexão pessoal e o tempo que estamos disponíveis aos outros. Somente então, podemos viver vidas compaixonadas e genteis.

Um dia a filha de uma senhora chegou em casa tarde da escola. A mãe estava tão zangada que começou a gritar. Depois poucos minutos, a mãe parou de gritar e perguntou a filha, “Por que está chegando tão tarde?” A filha respondeu, “Porque precisava ajudar uma outra menina que estava em dificuldade.” “Bem, o que fez para ajudá-la?” A filha disse, “Eu simplesmente sentei perto dela e ajudei-a chorar.” O valor de nossa presença para o outro nunca deve ser minimalizada.

Escutar o outro é uma outra maneira de ser disponível. Por isso, falar com um membro da família ou companheiro geralmente é bom para todos envolvidos. Contudo, tantas pessoas têm encontrado situações difíceis durante suas vidas que cada dia delas começa com mágoas e necessidades de tempos passados. Dar estas pessoas nossa atenção plena e escutá-las com sensitividade pode ser uma cura.

Podemos ser disponíveis aos outros pelas cartas, e agora nesta idade do computador, através do correio eletronico. As vezes por escrito podemos partilhar assuntos que não podemos fazer de outro jeito. Enviar alguém uma carta ou cartão faz um bem maior do que o escritor pensa. É um grande ato de amizade. A solidão é coisa horrível e cada um pode fazer algo para diminuir aquela dor com pouco esforço.

Atos de bondade são maneiras simples para mostrar que somos presentes aos outros. A bondade não leva muito tempo mas dura muito tempo. Quando eu olho para minha vida posso facilmente recordar as muitas pessoas que foram genteis e bondosas para comigo. A bondade requer indo mais devagar, prestando atenção e compartilhando a gente mesma com os outros. A bondade é uma efusão de tudo que a gente recebeu. A bondade, simplesmente, é aceitar o outro com nosso tempo e atenção seja qual for sua resposta.

Desta maneira de ser disponível e sempre presente aos outros, faremos bem de emular a Madre Teresa de Calcutá que disse: “Juntos podemos fazer algo bonito para Deus.”

Uma terceira maneira para encontrar Deus é experimentar as Benções de Deus em tudo ao redor de nós. As benções vêem cada dia do carinho do amor de Deus. Pense da bênção do arco-íris. Não fazemos um arco-íris. É puramente um presente. Deus nos abençoe com o arco-íris e nos dá a beleza inesperada para animar nosso caminho. Cada momento Deus olha para o céu e as árvores, flôres e pássaros, mulheres e homens e diz: “Como é bom! Isto é meu presente, minha bênção para você.”

Existe uma maneira de contar nossas bênções nestes dias quando tantas estão contando um desastre depois o outro. Temos que lembrar que podemos encontrar o bom mesmo que os tempos são difíceis. As vezes as coisas tornam-se tão ruins que sentimos sem jeito. Contudo, mesmo em tempos assim, há maneiras para ver as bênções.

Precisamos de entender que não faz mal se tivermos falhas porque somos totalmente amados por Deus. Podemos enfrentar os desafios e problemas de cada dia somente quando podemos aceitar o Amor de Deus. É possível ser feliz e pacíficos no meio da pressão ao redor de nós.

Podemos experimentar Deus não somente nos problemas mas também nas bênções que nos cercam. As bênções vêem em presentes tão simples como um sono sem distúrbios,
a comida de cada dia, uma flôr que abre, até grandes uvas roxas! Podemos passar por estes presentes no meio de nossos medos e lágrimas mas o amor de Deus efusado em benção nunca está esgotado. A misericórdia de Deus nunca termina. É renovada cada manhã, tão grande é a fidelidade de Deus. Precisamos de abrir nossos olhos para ver o trabalho de Deus no esplendor da criação. Precisamos de guardar no coração os presentes que nos cercam e partilhar estas bênções com nossas irmãs e irmãos.

A poeta Inglêsa, Elizabeth Barrett Browning, nos diz: “A terra está farta com Deus e todo arbusto comum está em chamas com Deus, mas somente aquele que vê retira os sapatos. O resto sentem-se e apanham as amoras silvestres…”

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Encontrando Deus em Tudo: Teólogia para Todo Dia

Por Mary Fran Simons, CSJ

Encontrando Deus em Tudo
Translated by Donna Otter, CSJ
(Sr. Donna is a former member of the Brazil mission.)

Deixe-me contar sobre meu feixe macio e encrespado de energia chamado Preciosa. Preciosa é minha gatinha. Agora, suspeito, que somente um amante de gatos vai entender daquilo que falo quando digo que Preciosa é minha professora. Ela me encanta, brinca comigo, me comforta, e me exaspera.

Eu me tornei dona de uma gatinha assim. Em 1990, quando me mudei para este apartamento, minha vizinha, Lúcia, que morava num apartamento no outro lado tinha uma gata princesa, bonita com pêlo cinzento e comprido. Esta criatura graciosa adorou sentar-se em minha janela e se aquecer no sol da tarde. Em 1994, ela deu luz as gatinhas. Lúcia veio na minha porta com este feixe de pêlo pequenino e branco. Ela me perguntou se eu queria uma gatinha. Minha resposta imediata foi “Não”. Lúcia insistiu que pegasse a gatinha menor da cria que ela tinha chamado Preciosa e disse que voltaria amanhã para ver se eu tinha mudado de ideía.

Enquanto viajava os 40 milhas para ver meu Pai, o mêdo em mim de ser responsável para um animal domestico fez me reconhecer que isto era uma área de minha vida que precisava ser trabalhada. Com mêdo e trepidação, eu disse sim a Preciosa.

E como aprendi muita coisa. Depois muitas noites sem dormir, roupas íntimas roidas, e outras coisas, vim saber que isto era um compromisso de dar e receber o amor incondicional.

Agora, me relaciono ao reino dos animais de uma maneira diferente. Vejo e reconheço a vida de cada criatura de uma maneira que antes nunca percebia.

Lembro-me que quando f&Mac245;z meu retiro de trinta dias em São Luiz, passei meu tempo livre no zôo, que tinha um lugar onde podia acarinhar os animais. Aquela noite me lembrei que nunca tinha tocado um animal. Os macacos fizeram me sentir mal pois se tocavam suas partes privadas em frente de todos.

Uma vez, enquanto minha amiga Mary Kay estava dirigindo o carro, ela viu um cachorro deitado na estrada. Ele tinha sido batido e morto por um outro carro. Mary Kay parou o carro e voltou para apanhar a criatura e colocá-la com respeito mais distante estrada. Pensei que de jeito nenhum eu podia fazer isto.

Meu mentor maior no entendimento de encontrar Deus em tudo é Martin Buber. Eu era capaz de aplicar sua ideía de encontrar em relacionamento às pessoas e objetos inanimados mas nunca aos animais até eu tinha minha querida gatinha, Preciosa. Martin Buber diz que viver verdadeiramente é relacionar-se. Na medida que encontramos o te no outro, encontramos o Te Eterno. Como eu entendê-lo, te é o pronome usado quando quer falar na segunda pessoa . É o pronome de querer bem. Buber ainda diz que Deus é o único Ser que não pode ser tratado na terceira pessoa. A única maneira de encontrar Deus é em relacionamento.

Em minha arrogância, critique aquelas que falavam com animais na segunda pessoa - que falaram com palavras carinhosas para pequenas criaturas. Não entendi a sabedoria de nossa querida Irmã Eva Maria que falou com cacharros com tanto carinho e, à minha admiração, eles pareciam entendê-la.

Hoje, é diferente por mim. Ainda estou aprendendo. Deus é revelado em todo encontro/relacionamento. Deus é revelado no encontro com minha querida gatinha.

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Reflexões de minha Janela

Por Christine Doman, CSJ

O sol brilhante de California reflete das montanhas cinzentas/marrons de São Bernardino como o vento de Santa Ana tem sido soprado da poluição preso do vale, sobre as montanhas e nós gozamos o céu azul de novo. O inverno tem chegado. A árvore do dinheiro fora do meu pátio é completemente vazia; uma lição “do pobre do espírito”, as folhas marrons do dinheiro caindo sobre o fim do pátio diz alguma coisa sobre a pobreza e segurança. As sementes juntam no pátio deixando uma sujeira. A natureza manda uma outra lembrança sobre a economia inestável e insegurança. Eu lembro as palavras de Galilea sobre a opção para os pobres permanentes no meu caminho como parte da sociedade. Estes são aqueles que têm direto de esperar de mim uma coisa. É a caridade do Evangelho. Como eu trabalho para a justiça para as famílias que foram forçadas para vender seus filhos para que os membros de uma outra família poderiam ter comida mais um dia ou semana para sobreviver?

Eu reconheço o quanto sinto falta da cobertura verde do pátio que cai da maior parte do ano me dando de alguma forma uma segurança falsa dos gritos dos pobres. Uma beixa-flor pequena flutua com velocidade e elegância sobre o pátio. Não têm flores aqui para tirar o mel. O que posso fazer agora? Uma criação tão pequena me ensinando sobre a ansiedade sem fim que eu deixei me ser presa enquanto estava procurando a integração, paz e o sentido da vida. Onde estão todas as flores? Somente os dias de terrorismo e injustiça ficaram para os povos da terra? Aonde estão as giras-sols fortes nos campos dourados ventuosos de Kansas? Nós, as Irmãs de São José, continuamos perguntando nos “como” responder a libertação dos necessitados. Isto entra em minha oração de cada dia. A minha surpresa, em contraste à beixa-flor pequena a um condor grande que baixa na árvore. Agora somente olhar o bico e as penas do rabo deste ângulo. Como um pássaro tão grande pode ficar tão bem nos braços da árvore? É tão grande na vida, ainda tão segura no banco da natureza? Deus tem um senso de humor na natureza. O humor e compaixão trazem alguma alegria doce `aqueles que sofrem da cobiça das nações.

Quando eu chegei no Highland, tarde no verão, eu senti falta dos sons dos cardiais e os cantos do pássaro de Kansas. O calor do verão extendeu-se até o meio de outubro e desidratou até os cantos dos pássaros. Até as núvens desapareceram. Eu desejei as núvens de variedade dos céus de Kansas. Quando a poluição e a nublina pairaram por muito tempo no céu, eu procurei na minha memória cenas do céu azul do Novo Mexico tão claro com o sol brilhante que pela manha cêdo quase nos deixa cegos da beleza dele.

A beleza e decomposição da natureza constantamente entre e sai de minha vida enriquecendo e captivando o ciclo da vida e da morte da terra mãe e da tradição cristã. Agora o cristal das montanhas coroa as montanhas e torna roseus os sorrisos no levantar do sol da manhã enquanto eu dirijo na estrada à escola. Quaresma paira sempre mais perto no calendário trazendo as tradições ricas de festividade e jejum nos ciclo de oração e promessa.

Além da minha janela entrando no dia-a-dia do mundo onde o querido próximo inter-relaciona comigo, ali continua a luta de cada dia da vida. A violência não tem uma audiência cativa em Nova York como ela aparece em todo lugar. Duas semanas antes de Natal, três estudantes de nossa família escola perderam parentes em homocídios violentos. Um de que era uma morte dupla. Balas e sirenes são acontecimentos semanais na comunidade onde a vida sagrada está em risco cada momento. Uma idosa partilhou comigo durante a missa que ela anda cada manhã para fazer exercícios. Um dia ela sentiu a presença de alguém atráz dela, chegando perto. Ela simplesmente virou-se e disse ao homem novo aparentemente drogrado, “Eu quero que você saiba que Deus está nos vendo.” Ele disapareceu na próxima esquina. Tão forte a sua convicção da presença de Deus. Foi simplesmente maravilhoso.

Alguns dias eu fico na mesa de Maria, no abrigo para comer e repousar, na área da centro da cidade de São Bernadino. Voluntários vêm de muitos municípios e grupos da igreja para preparar e servir o povo da rua ou pessoas deprimidas. Eu observo homens e mulheres novas, os idosos, e famílias novas com suas crianças com rostos e roupas sujas. Eles aceitam o prato de comida e juntam para ter mais uma refeição quente. Alguns expressam gratidão e conhecem todos que servem-lhes na fila enquanto outros ficam em silêncio. As voluntárias lhes incentivam com amor e compaixão. Um homem aparece com quatro lágrimas no seu rosto. Eu aprendi mais tarde que aquelas marcas são sinais de homicídio. Ainda, ele é servido com cuidado como todos na fila. As mulheres voluntárias procuram as pessoas que gostariam tomar um banho agora accessível a todos através de doações generosas de um amigo do complexo. As mulheres oferecem uma mulher um banho e roupas limpas. Mas ela lhes recusa. Mais tarde estas mulheres aproximam o diretor, um padre idoso e pedem que ele falasse com a mulher. Ela informa o padre que ela mora na rua e a única maneira de se defender da prostituição é de viver numa condição de miséria. Então todos lhe deixam em paz. Deus está em nosso meio com compaixão.

O município de São Bernardino é o maior município nos Estados Unidos e tem o maior número de casos de pobreza e crime. Há vários sistemas de presídios no estado na área. Um sistema funciona somente para os criminosos mentais e outros para as mulheres. Os bispos de California estão trabalhando para promover melhores condições nos presídios e providênciar ajudas espirituais em todos os presídios. Há poucos padres e irmãs que são disponíveis para este ministério ainda hoje. O bispo de São Bernardino tem convidado todos as irmãs de cada comunidade para dar algum domingo visitando um dos presídios para mulheres nesta área. O Conselho para religiosos e o escritório para a justiça social tem planejado as visitas e seus horários quanto a oração e uma visita pequena que possa acontecer semanalmente. O ano passado uma irmã de São José de Carondelet foi um instrumento através das Religiosas para financiar uma proteção de lona contra o sol num presídio para mulheres em Chino. Foi uma das primeiras doações deste tipo e foi bem aceito porque as mulheres precisavam ficar no quintal no calor, chuva ou frio para receber suas refeições antes da doação. A falta de cuidados de saúde é uma necessidade grave nos presídios para as mulheres. Há necessidade sem fim neste ministério de várias facetas.

A presença de Deus na natureza, humanidade e a terra traz esperança. A bondade e a maldade, acontecimentos justos e injustos, todos intrelaçam no mundo de amor, sofrimento, dor, e alegria de cada dia. Eu acredito que algum paz está dada e conhecida até um minuto rápido na terra em algum lugar cada dia. Eu rezo que aquelas que lutam na jornada serão abençoadas pela companhia do amor mesmo que fosse ouvido na oração silênciosa de uma pessoa de fé.

Se eu escutar bastante no silêncio, no nada, eu posso ouvir os cantos dos pássaros e tudo será bem, não perfeito, mas bem. Eu escuto no meu coração, eu rezo que o amor será extendida pela totalidade do Corpo de Cristo; “Santa lembrança, tocando e curando, a face da terra”.

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Reflexões sobre a Sabedoria Divina de Deus

Por Ann Smith, CSJ

Agora o outuno chega e dizemos adeus aos dias compridos e quentes do verão e nossos pensamentos viram para os dias frescos e agradáveis do outuno mesmo. De repente somos conscientes das mudanças que estavam acontecendo enquanto cuidamos das coisas do dia-a-dia. Os dias são mais curtos, as folhas tem mudado de cor, o ar parece um pouco mais fresco, e as árvores começam a perder suas folhas. Começamos a realizar, também, que e tempo para fazer algumas mudanças em nosso estilo de vida Por exemplo, as roupas do verão e as sandálias estão guardadas; os maiôs e os chinelos estão trocados por gasalhos, toucas e luvas. O verão fica uma memória e estranho, o Natal fica bem ai.

Há um espírito formidável no outuno que eu amo muito. Agora é o tempo de exposições de artes e vendas de comidas, fogueiras e jogos de futebol com a coroação da rainha do colégio. Os pássaros estão juntando para migrar para o sul e os campos que deram o grão vão descansar. Agora é o tempo de celebrar a colheita. Tempo de parar e dar graças a Deus para sua generosidade abundante. Verdadeiramente Deus é bom de tantas maneiras.

As vezes nos momentos que sou capaz de me permitir ficar quieta, posso calmar as águas de minha alma e ficar consciente que estou sendo apoiado numa realidade muito maior do que eu mesmo. Fico absolutamente cativada pelos ritmos e ciclos do tempo. Fico pasmada que o universo está em moção constante e ainda mesmo que sempre está mudando, há uma ordém constante divina das coisas que permite nada de sair do controle.

A vida parece ser uma balança delicada de estabilidade e moção; uma dança espiritual divina de energia potencial e kinetica. Sentando aqui na minha cadeira em contemplação silênciosa estou bem consciente que neste momento atual existe uma constante troca de energia. As estrelas estão sendo criadas enquanto outras estão devagarmente morrendo. Povo nasce enquanto outros morrem. Mesmo em meu próprio corpo novas células estão sendo formadas enquanto outras estão morrendo. Existe um processo constante que ocorre cada momento. Existe um ritmo e ciclo para tudo e somos simplesmente seres temporários nesta existência que chamamos a vida. Fico profundamente humilde diante deste mistério tão grande.

Que sabedoria nosso Deus deve ter para colocar tudo em moção, e além disto . . . sustentar tudo em moção. Enquanto eu fico pensando disto, me lembro do verso da Escritura em Isaías 55:8-9: “Os meus projetos não são os projetos de vocês, e os caminhos de vocês não são os meus caminhos - oráculo de Javé. Tanto quanto o céu está acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos caminhos de vocês, os meus projetos estão acima dos seus projetos.” Existe uma sabedoria divina e eterna que tem durado do começo até agora. Esta sabedoria era presente quando a primeira célula de vida foi criada, quando os dinossauros vagearam a terra; e quando seres humanos foram criados. Esta mesma sabedoria divina estará a realidade por tempo além da vida como a conhecemos agora.

Nosso Deus verdadeiramente é um Deus grandioso. Acredito verdadeiramente que Deus tem uma razão e plano para tudo. O universo está constantemente evoluindo e sendo reciclado em algo novo. Aquilo que aparece ser caôs pode atualmente ser o processo verdadeiramente de evolução, algo novo está sendo criado. Enquanto olhamos as folhas caindo das ávores, é muito fácil perceber a chegada do inverno e ver nada mais do que a morte. Quando olhamos a esta situação duma perspectiva diferente, podemos ver que atualmente a árvore está se preparando para a nova vida e crescimento da primavera. Está simplesmente reciclando sua energia.

Tenho chegado a acreditar que a transição, mesma difícil como pode ser, é atualmente um dom. É a oportunidade para algo novo acontecer. É uma chance para experimentar a vida duma maneira diferente, com uma nova perspectiva. No meio de tudo isto podemos confiar que esta mesma sabedoria divina que foi presente no início do tempo está conosco ainda hoje. Está suavamente nos guiando para um futuro cheio de possibilidades e esperança.

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Encontrando Deus em Tudo: Teólogia para Todo Dia

por Beth Stover, CSJ

Em 1900 a idade média dum Americano era 47 anos. Em 1999 a idade média era 76 anos. Isto representa um incremento na expectativa de vida por uma geração completa. Há mais gerações vivendo no mesmo tempo no mesmo ambiente do mundo hoje do que no passado. “Baby Boomers”, isto é, pessoas nascidas nos anos 1946-1966, fazem 1/3 da população daquelas que vão alcançar a idade de 60 anos em 2006 (somente daqui 3 anos). Na década 2020 – 2030, um de cinco Americanos vai ter mais do que 65 anos.

As publicações recentes nas notícias nacionais proclamam que idosos americanos estão vivendo com melhor saúde do que os idosos do passado. Mas a realidade é…vivendo uma vida mais sadia, aumentará o número de idosos em nossa cultura quando os “Baby Boomers” chegarem na idade de ser aposentados. Este fato levanta uma preocupação constante para os economistas, políticos, a gente da saúde tão bem com o mercado de trabalho. Os aposentados do futuro podem depender na estabilidade de seu Seguro Social de Aposentadaria? Os idosos atuais estão vivendo nas costas de seus filhos/as e netos/as? Estes são pensamentos pesados que tendem a modar as atitudes e valores da cultura presente e futura. A geração nova de hoje e do futuro vai pensar que providenciando lugares para os idosos colocará uma carga pesada demais na sociedade? E, o que isto tem a ver com a “teólogia de hoje”? Atualmente, estou trabalhando com os idosos/as de 60 anos ou mais cujas vidas estão diáriamente desafiadas pelo pensamento do seu futuro enquanto tentam arranjar daquilo que precisam para cada dia. Trabalho com a agência chamada North Central-Flint Hills Area Agency on Aging como a Diretora de Informação e Assistência. Também trabalho com os Programas de Apoio para as Famílias. Neste papel, visito os idosos/as que têm questões sobre seu seguro de saúde, suas condições de vida, suas capacidades próprias, ou daquelas de seu/sua esposo/esposa, ou um outro membro da família de cuidar dos seus negócios materais adequadamente. Preocupam-se sobre sua capacidade de fazer suas decisões. Frequentemente escuto os jovens também preocupados com seus pais ou parentes em relação aos mesmos assuntos. Quase diariamente existe uma oportunidade para fazer uma diferença na vida de um/a idoso/a. As vezes estou capaz de oferecer uma informação para tratar o assunto; outras vezes aponto a direção aonde podem encontrar uma ajuda. Acredito, portanto, que a maior necessidade, mesmo que não falada, é a necessidade de ser reconhecido como uma pessoa e ser respeitada pelos dons que tem dado ao mundo, e confiar que o mundo que ajudaram construir vai ser digno da confiança que o deram. O idoso é frequentemente sozinho e confundido na tentativa de manejar a tecnologia moderna, a gíria burocratica complicada, ou as comunicações sem papel, selecões de teclado/butão num mundo que tenta de ser muito eficiente e certo. Para pessoas já instruidas com estas máquinas do século 21, a paciência evapora na tentativa de aleviar a ansiedade do idoso tentando de entender e comprender aquilo que antigamente era tão simples!

Eu penso do idoso que estava recebendo mensagens diariamente insistindo que telefonasse para o “Senhor Rod” sobre um pagamento vencido. A pessoa não estava consciente dum pagamento vencido e estava sentindo perseguida, e tinha medo de fazer o telefonema. Com sua permissão eu me arrastei pelas vários níveis pedido até podia
falar com uma pessoa viva. Depois de insisitir que falasse com o “Senhor Rod”, descobri que “Senhor Rod” era um nome computadorizado para uma agência de cobrança que simplesmente cobrava o idoso porque seu sobrenome era o mesmo de um outro que tinha um pagamento vencido. No nome de eficência, esta companhia tinha deprezado a dignidade desta pessoa. Meu trabalho aquele dia ajudou o idoso se calmar e saber que sua preocupação era importante para ser resolvido.
Eu acredito que o ministério com os idosos/as nos chama para iluminar a dignidade e reverência para cada pessoa indiferente da idade. É muito importante que o idoso/a seja tratado com dignidade e respeito em suas vidas diariamente especialmente aqueles que são infermos de corpo ou mente. Cada idoso/a sente-se melhor quando está vivendo sua capacidade máxima intelectualmente, fisicamente, emocionalmente e espiritualmente. …

Então, onde está o teólogia de cada dia? …Somos chamados através de nosso relacionamento com Deus e para com os outros para garantir que vamos reverenciar as vidas dos idosos que têm dado a vida a nós. Somos desafiados para passar estas crenças, valores e sabedoria à geração que vem.

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